NEWSLETTERenglish versionCenário para expatriação em tempos de Crise Econômica Global
A expatriação de talentos indica, entre outros fatores, que a empresa está otimista em relação ao bom desempenho da economia. O sistema financeiro mundial em apuros pode incentivar uma queda no número de expatriações, o que leva as empresas a ficarem mais cautelosas, já que muitas precisarão rever seus planos estratégicos de crescimento e investimento para os próximos meses. Porém, acredita-se que o fluxo de expatriação continuará em ritmo de crescimento para países emergentes, tendência observada nos últimos dois anos. Além disso, muitos executivos brasileiros que atuam no mercado financeiro de Londres e Nova Iorque, por exemplo, estão aproveitando a economia brasileira aquecida para regressar. Se lá eles enfrentam a queda dos mercados e o fechamento de bancos e de fundos de investimentos - com corte no número de vagas e redução na remuneração variável - aqui encontram um ambiente em que as empresas estão ampliando fronteiras e buscando talentos com experiência internacional para comandar suas operações. Com a dificuldade dos mercados já estabelecidos, podemos começar a vislumbrar novos destinos para expatriação. Atualmente, os executivos de todo o mundo consideram as economias dos países emergentes como as mais atrativas para o desenvolvimento de suas carreiras. Em detrimento dos mercados desenvolvidos - Estados Unidos, Europa e Japão - elas oferecem melhores oportunidades de trabalho. Os países que despertam maior interesse para o executivo global são os BRIC´s - Brasil, Rússia, Índia e China que apresentam elevadas taxas de crescimento e internacionalização de suas empresas em expansão. Outro local que tem atraído muita mão-de-obra qualificada brasileira e de outras nacionalidades é a Angola. O país foi assolado pela guerra civil entre 1975 e 2002. Muitas construtoras brasileiras estão responsáveis por obras de infra-estrutura. Não existem estatísticas exatas sobre a participação de brasileiros e de empresas brasileiras na economia angolana, mas a Associação de Empresários e Executivos Brasileiros em Angola - Aebran - fundada em 2003, calcula que nossos investimentos por lá ultrapassam US$ 5 bilhões ou quase 10% do Produto Interno Bruto do país. Trata-se de um mercado emergente muito atraente para empresas e executivos de toda parte do mundo. Em relação às famílias que já vivem no exterior, levando-se em conta que o suporte financeiro é um grande incentivo para a mudança, acredita-se que apesar da crise econômica latente as empresas não farão cortes em relação ao suporte financeiro já prestado. O que poderá acontecer é a redução do período de expatriação para diminuição de custos. Contudo, tal medida deverá ser cautelosamente pensada, pois isto implica em mudança nos planos de carreira do expatriado, incerteza para a sua família, falta de tempo adequado para repensar a repatriação e o cargo que este executivo irá ocupar quando regressar. Tais medidas precipitadas podem gerar frustrações, o que, geralmente, ocasiona abandono da empresa pelo expatriado. Tudo isto acaba gerando grandes perdas financeiras e de capital humano para a empresa. Para o executivo expatriado a principal incerteza é quanto ao planejamento de investimento e gasto da empresa. Muitos investimentos serão cortados, pois as linhas de crédito estão cada vez mais reduzidas e com juros altíssimos. Para os recém-chegados, a instabilidade do mercado econômico é mais um ponto a ser trabalhado. Além de estarem em processo de adaptação em relação à cidade, comunicação, locomoção e fatores culturais, têm que se preocupar em reduzir os gastos pessoais e poupar mais que o planejado. Texto adaptado da entrevista da Differänce para o blog www.expatriadas.com DIFFERÄNCE – Embrace it! Expatriation in times of Global Economy Crisis Expatriating talent means, among other things, that the company is optimistic about the economy. The perils of the world’s financial system might encourage a decline in the number of expatriations, causing the companies to be more cautious, as many of them might need to review their growth and investment strategies for the following months. Nevertheless, the expatriation flow is expected to grow in emerging countries, a frequent tendency in the last two years. In addition to that, many Brazilian executives who work in the London or New York stock market, for instance, see the buoyant economy in Brazil as an invitation to come back. If, in that environment, professionals see markets dropping, the closing of banks and the end of investment funds - downsizing and reducing the variable earnings of their employees – here, on the other hand, they find a setting in which companies are expanding and looking for internationally experienced talents to be in charge of their operations. With the difficulties faced by the established markets, one may start looking for new expatriation destinations. Nowadays, executives from all over the world consider the economy in emerging countries the most attractive for their career development. These economies offer much better work opportunities, as opposed to more developed markets, like the United States, Europe and Japan. The countries that mostly attract the global executives are the BRICs – Brazil, Russia, India and China – which show high growing rates and expanding internationalization among their companies. Angola is another country attracting both international and Brazilian specialized professionals. The country was devastated by civil war from 1975 to 2002. Many Brazilian construction companies are responsible for infra-structure in that country. There are no exact statistics recording the participation of Brazilians and Brazilian companies in the Angolan economy, but the Association of Brazilian Businessmen and Executives in Angola – Aebran – founded in 2003, estimates that investments from Brazil in Angola surpass US$ 5 billion, or almost 10% of the country's Gross Domestic Product. It is a very attracting emerging market for companies and executives from all over the world. As far as the families already living abroad are concerned, the financial support is a significant incentive for moving and it is believed that in spite of the latent economic crisis, companies will not cut on the financial support already given. What might happen is a reduction in the expatriation period in order to reduce costs. Nevertheless, this reduction must be carefully planned, for it will require a change in plans by the expatriates, bring uncertainties to their families, not enough time to thoroughly think about the repatriation and doubts about position those executives will occupy when they return. If those decisions are precipitated, they might develop frustration, which generally causes the employee to flee the company. All of these end up causing the company great financial and human resources damages. For the expatriate, the main uncertainty surrounds the company’s investment and expenditure plans. Many investments are cancelled, because lines of credit are more and more scarce and under higher interests. For the newcomers, the economic market instability is just another point to be worked on. In addition to constantly adapting to the city, communication, transport and cultural factors, they must also worry about reducing personal expenses to save more than previously planned. We believe that the best way to deal with this situation is to work upon these issues through the intercultural and psychological monitoring, a necessary support for the expatriates and their families to adapt to the country in the initial period. Text adapted from an interview with Differance Intercultural Consultants published on the Expatriadas blog www.expatriadas.com. DIFFERÄNCE – Embrace it! ---------------------------------------------------------------------------- Outubro 2008 - Cenário para expatriação em tempos de Crise Econômica Global | English Version Setembro 2008 - De portas abertas para o mundo!!! Julho 2008 - Entrar em contato com outra cultura é um desafio concreto e real para todo ser humano | English Version Junho 2008 - O Brasil e a internacionalização | English Version Maio 2008 - Mas afinal o que é a Competência Interculturalidade? | English Version Abril 2008 - "O departamento de Recursos Humanos da sua empresa esta preparado para a nova economia global?" | English Version Março 2008 - “Você já foi à Bahia, nêgo? Não? Então vá...” | English Version Fevereiro 2008 - Samba Experience Janeiro 2008 - Brasil é um estado de espírito, bem vindo a DIFFERÄNCE | English Version |
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