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Comunicação Intercultural: A aquisição da linguagem
Por Tereza Cristina Cruz
  • um dos maiores problemas do encontro intercultural da expatriação é a linguagem;
  • Aprender o idioma local não se torna suficiente sem a percepção do não-verbal;
  • inúmeros recursos podem ser utilizados para que se realize o aprendizado do idioma estrangeiro.

A linguagem manifesta a cultura, o universo coletivo contido no indivíduo, mas também transparece seu próprio jeito de ver o mundo. Por ser o instrumento mais forte de comunicação, ela vem muitas vezes ser o fator de risco mais contundente, caso haja algum ruído nesta manifestação.

A expressão lingüística corrompida pelo desconhecimento dos códigos locais, gera situações embaraçosas para o indivíduo, além de roubar-lhe a integridade do raciocínio coerente e o crédito de seu interlocutor.
O estrangeiro percebe-se ignorante... E os que o acompanham creditam à ele pouco mais do que algum contato mais “raso” no assunto da “roda”.

O aprendizado da língua estrangeira para o expatriado “é um processo consciente”, o que pode gerar mais insegurança, atrelada a todo o incômodo e ansiedade advindos da experiência de viver no novo lugar.
Sim, um dos maiores problemas do encontro intercultural da expatriação é a linguagem, seja ela verbal (desconhecimento do idioma) ou não verbal (desconhecimento dos códigos gestuais).

Aprender o idioma local não se torna suficiente sem a percepção do não-verbal. Regras e normas existem em ambas as linguagens.

Porém, muitas vezes o expatriado “não tem tempo” para aprender a nova língua, seja por se tratar de uma expatriação repentina em um país cujo grupo lingüístico não pertencente à mesma família que sua própria língua, ou mesmo por sua permanência no país ser muito curta e muitas vezes não justificar o esforço empreendido.

O foco deste treinamento deve ser, portanto, a aquisição de ferramentas de linguagem suficientes e em tempo hábil, para que consiga expressar suas idéias e opiniões, sem comprometer sua imagem.

O ensino de uma língua estrangeira não deve se limitar à aprendizagem de um outro sistema de sinais que apenas se diferencia da língua materna em léxica, sintaxe e fonética. É imperativo que este processo favoreça o entendimento da cultura que este sistema expressa, a essência da língua de um outro círculo cultural.

Dentro de um espaço de confiança entre alunos e o professor numa sala de aula de línguas, inúmeros recursos podem ser utilizados para que se realize o aprendizado do idioma estrangeiro. Na pedagogia Waldorf, por exemplo, a ambientação no novo idioma é absolutamente privilegiada, para que o aluno vivencie o lingüístico/cultural da língua estrangeira antes de interpretá-la racionalmente; o Sentir antes do Pensar.

Finalmente, a experiência do lúdico na aprendizagem vem complementar, senão autorizar o aluno de língua estrangeira a vivenciar o mundo real na sala de aula. O recurso lúdico suavizará o aprendizado, no sentido de viabilizar o acesso do aluno estrangeiro à forma mais “real” da linguagem utilizada no cotidiano deste grupo cultural que ele quer desvendar.

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Intercultural Communication: The acquisition of language
By Tereza Cristina Cruz

Language is a manifestation of culture, the collective world contained in the individual, but also permeating how the world is seen. As the strongest instrument of communication it often becomes the most decisive risk factor in the event of any disturbance in this manifestation.

Linguistic expression tainted by a lack of knowledge of local codes generates awkward situations for the individual and also removes the integrity of coherent reason and the trust of the interlocutor.
The foreigner feels ignorant... And credited by others with little more than “shallow” contact with the subject under discussion.

Learning a foreign language for an expatriate “is a conscious process”, which, together with all the disturbance and anxiety arising from the experience of living in a new place, can generate more insecurity.
Indeed, one of the biggest problems of the intercultural exchange expatriate is language, be a global (not knowing the language) or non-verbal (not knowing the gestural codes).

Learning the local language is inadequate without perception of the non-verbal. Rules and norms exist in both languages.

However, the expatriate often “does not have time” to learn a new language, perhaps because of moving abroad suddenly to a country whose linguistic group does not belong to the same family, or even because the stay in the country is very short and often does not justify the effort required.
This training therefore focuses on the acquisition of sufficient language tools in the available time to be able to express ideas and opinions without compromising one’s image.

Foreign language teaching should not be confined to learning another system of signs differentiated from the mother tongue only in terms of vocabulary, syntax and phonetics. It is essential that the process supports the understanding of the culture expressed by that system and the essence of the language of another cultural arena.

Within the space of trust between students and teacher in a language classroom, many resources may be used for learning a foreign language. In Waldorf pedagogy for example, the new language has an absolutely privileged environment, so that the student experiences the cultural language of a foreign tongue before interpreting it rationally; Feeling before Thinking.

Finally, learning has to be accompanied by the experience of play, to allow foreign language students to experience the real world inside the classroom. The resource of games makes learning easier, in the sense of enabling of foreign language students to access the more “real” form of language used every day by this cultural group they wish to discover.

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DIFFERÄNCE Intercultural Consultants Team

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