Uma empresa de acolhimento e assistência ao expatriado. Buscamos, por meio de treinamentos interculturais, transformar o desafio do choque cultural em um recurso benéfico para a expatriação. Embrace it!

DEPOIMENTOS

“I've been a exchange student in Wirtschaftsuniversität Wien (Vienna's Economics University) for the 2006's winter term. This opportunity was part of a partnership between my university in Brazil (Fundação Getúlio Vargas) and some Universities around the world.

Before I went to Vienna, i had to get approval in a selection process and I decided to start learning German, as it is Austria's official language.
I ve studied the first level, before leaving Brazil, in Goethe, a very good german institute.Even though I was going to have university classes in english.

By the time i got in a Austria, more specificaly Vienna, it was september. So the weather was still very pleasant. Sunny, with flowers all over Vienna's landscape.
I have fallen in love with the city! Perfectly built sidewalks, classical architecture, full of nature, parks and very well dressed people. That is how Vienna was like in September 2006. There I was able to met people from all over the world and from more than 25 nationalities! Can you imagine meeting that much different people in the same city? Even more, it was in the same class room!

That semester was a very special time of my life! I had to get along with so many different people, from other cultures and way of thoughts.

Talking about routine, what chocked me the most was how the supermarkets functions in Austria. Twice a week they close before 17:00! Yes! That is really early! So i had to plan myself in order not to run out of food during the week, and to match the supermarkets' schedule with my university one. Oh and we have to pay for the supermarket's bags! So people used to bring them from home, but i was always forgeting about that detail!

People in Europe surprised me in good things also. They are very straight forward. For instance, they don't tell you they are going to your party tomorrow only to please you. They will only tell you things they are really supose to do, or they really want to . The same to say that they are really sincere. I was very well received by people in Vienna. I've learnt how to take care of myself alone and how not to bother with routinary things like having to cook your daily meal and do your own house clean-up. That was the common routine there. Well it is impossible to tell everything about the time I had spent there. But putting all in a shell nut, I could say that Austrian people are cosy, generous, sincere and very helpful!!
As a good advice i would recomend people to always learn a bit of the country's language before getting there. That is a way of respecting the others culture and makes them receive you in a better and kind way.

Marina Guede de Azevedo Pereira, Analyst in Sumitomo Bank (Brazilian branche) within the Global trade finance department -Currently living in São Paulo, Brazil.

“O processo de adaptacao nos EUA – Nova Iorque - foi difícil no começo. Foram várias coisas, mas de forma geral, em São Paulo, eu tinha uma vida super 'protegida': rotina, amigos, conhecer a geografia do lugar, saber onde ir, como ir, ter carro e moto, entender os códigos culturais, ter grana, um certo status social para fazer tantas coisas, saber onde ficam 'the joints', os lugares onde você encontra comida boa e barata, ou onde encontrar a melhor música, ou qualquer outra coisa. Aqui, aprendi a me perder, a me achar, a não ter ninguém para me dizer que direção seguir ou me achar quando a única explicação é: "You got to follow West (in the middle of the night when you have NO IDEA where you are).

Já tinha vindo para os Estados Unidos antes...eu tinha um super contato com a Europa e foi um choque chegar aqui e encontrar muitas coisas parecidas com o Brasil que eu tinha aprendido a detestar, mas também a achar que era falta de educação, consideração, etc, por exemplo:200 pessoas dizerem que vão à sua festa e don't mean it. Just like in Brasil.

Bad food! Tem comida boa? Tem! Mas quem tem o dinheiro para pagar? Se você tem, ótimo! Mas no fundo, você tem que virar um chef para não comer todo dia a mesma coisa. Ou se contentar com comida de origem duvidosa.

- Na universidade fui bem recebida. Pelo menos metade da escola é constituída de estrangeiros. Você aprende sobre as pessoas. De uma forma sutil. Cada nacionalidade tem um jeito de se comportar. Incluindo a nossa!Não senti que os alunos norte americanos fizeram grandes esforços para entender a diferença entre ser do EUA  ou não ser, mas você cria sua própria comunidade. Conheci muita gente de fora, gente envolvida com a cultura brasileira, então o processo, neste aspecto foi mais suave.

Os pontos positivos são:educação, aprender, aprender, aprender. Ser empurrado para fazer um trabalho melhor. Sempre. E sem desculpas. Estando na área de artes acho um pouco difícil encontrar este tipo de formação no Brasil. De certa forma, um tanto pessoal, de ter orientação, de sentarem e discutirem suas possibilidades, qualidades, defeitos e por outro lado, de não matarem a sua criatividade. De sempre esperarem que você vai fazer seu melhor. E que vai 'excel' suas qualidades. Que vai aprender com seus erros. E que sua depressão, oh! well! bin it! And move on! Ninguém passar a mão na sua cabeça e te entender te faz buscar suas próprias respostas. E seguir. Mesmo quando não dá vontade.

- Aprendizados ....Ah, sabe o que é colocar fotos na parede toda semana e ter uma classe inteira dizendo que você fez errado, certo, o que poderia ter feito melhor? Parece positivo quando eu escrevo e é, mas é difícil. Te ensina a ser mais crítico, a pensar no que você está fazendo, a aceitar críticas construtitivas, a não levar as coisas para o lado pessoal, a ser humilde, te ensina a sofrer, a se achar um lixo de profissional, de aluno, de questionar suas escolhas e continuar seguindo, porque no fundo, você vai sair dali uma pessoa e um profissional melhor. Também de ensina a aprender a ser seletivo. Você tem que saber quem você é, para saber a que você escuta, o que você muda, o que você ignora.

A lidar com a depressão, com saudades. Sempre tendo sido muito independente, morar em Nova Iorque me deu um senso de solidão, de ocupar um espaço sozinha, de não fazer a diferença, de querer sair e não ter com quem sair. Aprender a viver com isto e a levantar da cama e tocar o barco mesmo quando não dá vontade foi um dos maiores aprendizados da minha vida.

Estando numa idade em que meus amigos estão casando, tendo filho, foi difícil ver a vida "tocando o barco" e eu daqui, de expectadora, sabendo das notícias aos lotes, via MSN. Aprendi que amizade, amor, etc não tem nada a ver com estar próximo. Tem a ver com tudo aquilo que foi construído e que estará lá, sempre.

Quando pensei em desistir, foram meus grandes amigos e meus irmãos que me deram a maior força para continuar. E sem eles eu não estaria aqui.

Elaine Santana, Brasileira, morando em Nova Iorque , fotógrafa, free-lance fotografia.

“Morar em paises diferentes é uma experiência de vida maravilhosa, expande o mundo e as idéias. Aprender a entender uma outra cultura, aprender a ler entre linhas os códigos sociais é um processo interessante mesmo que às vezes possa se tornar escabroso. Ao final abre a porta de um segredo bem escondido, o sentido comum não é comum a todos, cada gesto, cada palavra pode ter um significado diferente dependendo do entorno, o absurdo pode se tornar normal, típico.

Nunca pensei que o Brasil fosse ser tão diferente da Colômbia, nem muito menos que essas diferenças culturais que tanto trabalho me deram, enriqueceriam infinitamente a minha vida. Sinto saudades, mas o Brasil sempre estará comigo, fusionado já em alguns traços da minha personalidade”.

Gina Paola Iriarte, colombiana. Foi expatriada no Brasil e morou na França. Responsável Financeiro Projeto da Vidrio Andino - Saint- Gobain

“Morei dos 8 aos 12 anos na França e Estados Unidos, pois meu pai fora transferido pela empresa. Mas desde essa época, apesar de ser uma criança, as diferenças culturais já eram notáveis para mim, principalmente na questão escolar. Eu tinha acabado de sair de um colégio em São Paulo, onde eu chamava as professoras de “tias” e passei a chamá-las de madames e seus sobrenomes na França. Troquei também o lápis preto daqui pela caneta tinteiro de lá. Caneta BIC nem pensar.”

“Os aniversários dos colegas eram sempre nos pequenos apartamentos, onde todos estavam bem arrumados. Quando eu finalmente estava bem adaptado, fui para os EUA vivenciar aquelas escolas enormes, onde cada aluno tem seu armário, os ônibus amarelos, a terra dos vídeos games, a informalidade para se vestir, as casas grandes, com quintais verdes enormes e sem cercas. Quando meu pai foi alugar a casa onde moramos por 3 anos e a proprietária soube que era para brasileiros, ela estava esperando índios chegarem, e ficou surpresa ao se deparar com uma família com pessoas “normais”.”

“Enfim, muitas das experiências diferentes que vivi quando pequeno moldaram minha personalidade e jeito de ser. Imagino como deve ser diferente, e talvez complicado, para uma criança de outro país se adaptar ao Brasil, com língua e costumes tão singulares, sem sofrer algum trauma.”

Nelson Assumpção Neto, brasileiro. Foi filho de expatriado. Morou na França e nos Estados Unidos. Executivo de Contas, Grandes Indústrias Ampla Energia e Serviços S/A

“No primeiro dia de trabalho de uma pessoa no Brasil, a equipe sempre se reúne para um almoço, pois assim a pessoa fica mais integrada e não se sente perdida. No meu primeiro dia de trabalho na Hungria, ninguém falou comigo!”... “os húngaros são bem mais fechados que os brasileiros”.
         
“Quando você se muda para estudar, é muito mais fácil conhecer gente e se adaptar à cultura. Já quando você se muda para trabalhar, as pessoas são um pouco mais fechadas e é difícil fazer amigos. Isso pode gerar um sentimento de "o que estou fazendo aqui???", o que leva muitas pessoas a desistirem ou ficarem desmotivadas".

Sâmia Lababde Cury, brasileira atualmente morando na Hungria
Project Manager, InBev (merger entre AmBev, do Brasil, e Interbrew, da Bélgica).

"Em duas ocasiões tive a oportunidade de trabalhar no exterior, uma vez na França e outra na Suíça. As diferenças culturais se tornam evidentes quando vivenciamos um ambiente profissional em outro país. No Brasil também cresce a cada ano o número de empresas que possuem um quadro de funcionários composto por diversas nacionalidades. As questões que possuem origem nessas diferenças culturais refletem diretamente na qualidade da comunicação entre os funcionários e, conseqüentemente, influem na performance do profissional e no resultado do trabalho.

Na prática, isso ocorre quando as ações e as posturas adotadas por um profissional deixam margem à múltiplas interpretações por parte dos seus colegas e superiores. Agir de forma precisa e objetiva, saber quando resguardar certas particularidades de sua identidade cultural e ser flexível em situações que refletem questões culturais são comportamentos que podem garantir um bom desenvolvimento profissional em ambientes multiculturais.

Assim, assumir a complexidade de ambientes profissionais multiculturais é um dos principais desafios do profissional de carreira internacional e a superação desse desafio passa, certamente, pela compreensão e o questionamento de sua própria identidade cultural”.

Antônio Josino Meirelles Neto, brasileiro. Morou na França e Suíça.
Analista de Negociações Internacionais da Confederação Nacional da Indústria - CNI

“Morei em uma comunidade coletiva, o kibutz em Israel. O conceito nasceu junto com o Estado de Israel e as correntes sionistas, em meados da década de 40, após o término da 2ª Guerra Mundial. É uma realidade completamente diferente. Trata-se de uma comunidade auto-suficiente: o kibutz possui / oferece desde escola para as crianças até pequenas indústrias e agropecuária para empregar os moradores e gerar renda para a manutenção da coletividade. As casas são todas iguais, o refeitório é central, bem como serviços de lavanderia, manutenção e transporte. As pessoas recebem salários simbólicos, mas suficientes para suprir outras necessidades, que não são tratadas pelo bem comum. Voluntários não-judeus são também bem-vindos e passam a ter as mesmas obrigações e direitos dos demais moradores da coletividade. Foi difícil sair do mundo capitalista sem fronteiras para um mundo em que os padrões de consumo e as fronteiras são mais bem determinadas”. 

“Sair de um estado laico para um estado religioso foi um choque. Entender as fronteiras entre “árabes e judeus” e a convivência entre ambos foi um choque cultural.”

“Alguns traços muito próprios do país: 1) A presença de soldados do exército israelense, sempre muito jovens, por toda parte. Isto porque os jovens israelenses fazem serviço militar normalmente durante 3 anos, antes de entrarem na faculdade. O trânsito dos soldados é comum e, inclusive, se olha com bons olhos oferecer carona aos soldados viajantes (que normalmente estão de folga, indo para sua casa); 2) Os limites muito bem estabelecidos entre bairros e locais sagrados para judeus e muçulmanos; 3) E, por ser um Estado Judaico, os dias considerados não-úteis não são o sábado e domingo como nos demais países. Em Israel, os dias não-úteis são determinados conforme o calendário lunar, começando na 6ª feira depois do almoço e terminando no domingo. As crianças vão às escolas no domingo e o comércio fecha 6ª feira depois do almoço para o shabat; 4) A língua (o hebraico) também foi um fator que dificultou a adaptação. Apesar de falar o idioma, ler e entender foi a parte mais difícil.”

Tatiana Floh de Araújo, brasileira. Morou em Israel, num kibutz no sul do país.
Administradora de empresas, Unibanco

Nos EUA (Boston) eu morei os dois primeiros anos no campus da faculdade onde fiz amigos (brasileiros e estrangeiros). Houve também orientação da faculdade que ajudou a me adaptar.

Na Inglaterra (Londres): Mais difícil. Não foi muito fácil tornar-se amigo das pessoas e os relacionamentos sociais são bem diferentes do que são no Brasil. A cidade é extremamente cosmopolita, com gente do mundo inteiro.  

EUA: fiquei chocado com o tempo frio em Boston e a facilidade de conseguir crédito. Não existe atendimento para a saúde pública, tem que ter seguro para ter acesso a cuidados médicos.

Reino Unido: O tempo feio (chuva, nublado e frio), os apartamentos apertados, velhos e caros. As pessoas não são tão acessíveis. O ambiente de trabalho é bem mais formal. E, em Londres cada pessoa deve pagar TV license (uma taxa para cada aparelho de televisão que tiver em casa).

Brasil: Os brasileiros são mais próximos em relacionamento e a mentalidade do “jeitinho brasileiro” não existe nestes países. As pessoas respeitam as regras.”

Beni Hess Akstein, Brasileiro/alemão. Morou nos Estados Unidos e Reino Unido e atualmente mora no Brasil.
Trader, GWI Bank

"No Canadá eu tive a princípio grandes problemas de entender a cultura empresarial, como se comportar com relação à comunicação com meus superiores e com os clientes... "

No Canadá as coisas são muito mais informais, porém se espera que as pessoas estejam sempre disponíveis...

A frase que eu não esqueço foi a seguinte... "you are expected to work overtime every once in a while..." bem, "once in while" para os canadenses, significa todos os dias!!!

Luiz Gustavo França, brasileiro. Atualmente mora na Eslováquia. Já morou no Canadá, Espanha e Reino Unido.
Auditor Externo, Delloite Touche Tohmatsu.

"Quando cheguei ao Brasil senti que tudo que era valorizado no Irã não era aqui. Ser estudioso passou a ser CDF, cortesia com uma mulher era coisa de boiola, e algumas condutas de respeito aos mais velhos que tinha eram vistas como caretas. Toda minha forma de ser e estar no mundo teve que ser reconfigurada. Parecia não me encaixar em nada e perdi a noção dos meus limites e minhas liberdades".

Said Rabbani, iraniano. Atualmente mora no Brasil.
Físico –USP

“Quando cheguei á Alemanha mal falava o idioma, o que dificultou meu  entrosamento com outras pessoas e a vida social como um todo”.

“Demorei para entender alguns hábitos do alemão como a extrema pontualidade, tirar os sapatos antes de entrar em casa, a maneira de se vestir, de se expressar e se organizar. Para me adaptar tive que partir do zero, não achar nada estranho e com o tempo ir tornando aqueles novos elementos parte de minha nova cultura”.

“Poder entender duas culturas diferentes, palcos de diferentes histórias, tem sido uma experiência fantástica, mas exige um tempo de adaptação”.

Paula Larotonda, brasileira. Atualmente morando na Alemanha.

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